

A Santidade Escondida
“Depois disso, vi uma grande multidão que ninguém podia contar, de toda nação, tribo, povo e língua: conservavam-se em pé diante do trono e diante do Cordeiro, de vestes brancas e palmas na mão, e bradavam em alta voz: ‘A salvação é obra de nosso Deus, que está assentado no trono, e do Cordeiro’.” (Apocalipse 7,9-10)
No dia 01 de novembro a Igreja celebra a Solenidade de Todos os Santos. Esta data recorda que todos são chamados à santidade. Ela não é um privilégio de poucas pessoas. E, nesta data, cabe ressaltar que os santos não são apenas aqueles que foram canonizados pela Igreja. Estes têm um destaque especial e são modelos para todos os cristãos, mas outras pessoas, mesmo que ocultamente, também alcançaram a santidade em suas vidas.
Na leitura do livro do Apocalipse, no trecho que é utilizado na primeira leitura desta solenidade, se vê que o autor coloca que diante do trono e do Cordeiro estava uma multidão que ninguém poderia contar e que vinham de todas as nações… O autor ressalta que esta multidão não pode ser contabilizada e estavam de pé, com vestes brancas e palmas nas mãos.

Isso leva a compreender que existem muitas pessoas que alcançaram a santidade em uma vida simples e que nunca ficaram conhecidos durante a sua vida terrena. Uma multidão de santos que cumpriram a Vontade de Deus no cotidiano de suas vidas, em tempos e lugares que ninguém poderia imaginar.
Esta “santidade escondida” é a forma que a Igreja se sustenta ao longo dos anos e nos dias de hoje. Uma santidade que cabe só a Deus conhecer e que dará a recompensa a ela no final dos tempos porque cabe só a Ele recompensar, porque é Ele que conhece os corações e aquilo que se passa no interior do ser humano, as suas lutas e vitórias.
Nos dias de hoje, mais do que nunca, a Igreja precisa destes santos e santas que se entregam à vontade de Deus no silêncio de suas vidas. E colocam suas ofertas e seu testemunho longe dos holofotes e das mídias atuais. É essa santidade que sustenta a Igreja.



